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Quarta-feira, 16.01.19

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Os incêndios são um problema que tende a tornar-se cada vez mais atual sendo, muitas vezes, alvo de notícias na imprensa. Estudos recentes indicam que, em média, no nosso país, há mais 35% de ocorrências de incêndios do que em Espanha e arde mais 20% de superfície, apesar da área agroflorestal ser 80% menor.

A simples existência de uma fonte de calor não é suficiente para que ocorra a propagação de um incêndio. Para além deste fator, é também necessário que se formem condições atmosféricas como um vento intenso, baixa humidade relativa no ar e temperaturas elevadas. Embora, à primeira vista, pareça ser difícil todas estas condições estarem reunidas em simultâneo, este não é o caso, pelo que não devemos baixar a guarda. Porquê a floresta? A floresta tem um papel fundamental no ambiente, como a renovação do ar, a manutenção dos solos e da biodiversidade, a regulação do clima e a retenção da água é também “habitat” de muitas espécies animais e vegetais. Ultimamente, tem sido também relacionada com atividades recreativas e o turismo de natureza. Tem um grande peso na nossa economia, quer através da relevância dos nossos produtos florestais quer através do emprego criado Apesar de estes factos serem do domínio comum, Portugal não tem uma estrutura profissional especializada para a prevenção e extinção nem programas de prevenção de comportamentos de risco, como alertou a organização ambientalista WWF (World Wildlife Fund). Mas, afinal, como é que eu posso ajudar a diminuir a quantidade de incêndios? Visto que “56% dos fogos portugueses têm origem em comportamentos negligentes”, todos nós podemos contribuir para a redução deste número, com ações simples, no entanto, produtivas como: não fazer churrascos em lugares potencialmente perigosos, não depositar brasas na proximidade de algo inflamável, não realizar queimadas sobretudo fora de época, não fumar ou atirar a ponta do cigarro para o chão em zonas densamente arborizadas mas caso o faça e atire a “beata” para o chão verifique que o cigarro está bem apagado e faça uma pequena cova em terreno limpo e enterre-o. Concluindo, a essência do poder para mudar o mundo, para o bem ou para o mal, encontra-se nos pequenos pormenores do nosso quotidiano. Assim, devemos pensar duas vezes antes de "magoarmos" a Natureza pois, como mencionou o filósofo Jiddu Krishnamurti, “nós somos o ambiente e o ambiente somos nós”. Alexandre Costa Martins 11ºB Nº1 Escola Secundária Dom Afonso Henriques Vila das Aves

publicado por aedah_eco_escolas às 15:02 | link do post | favorito

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